sábado, 3 de outubro de 2015

FACES COM A RIBALTA - MAYA (PARTE II)

Antes de trazer até aqui uma nova personalidade mediática, daquelas a quem todos gostaríamos de colocar algumas questões, há ainda vários aspetos da vida e personalidade da nossa Maya que gostaria de dar a conhecer a toda a gente.

Dona de uma simpatia tão glamourosa quanto contagiante, Maya respondeu a algumas perguntas sobre diferentes assuntos, sempre de sorriso no rosto, com um brilho no olhar e respostas na ponta da língua.
Não se inibindo de falar sobre tudo, nem fugindo com frases de conveniência, conversámos como amigas (ou tia e sobrinha?) numa agradável sala de sua casa, de onde víamos e ouvíamos os seus cães e onde percebi que o seu mundo é (ainda muito) mais bonito do que parece na imprensa cor-de-rosa.

De certeza que vão gostar tanto dela como eu!!


PERGUNTAS DAQUI E DALI...

A Maya gosta imenso de animais. É daqueles que acredita que "quanto mais conhece as pessoas mais gosta dos animais"?

Não, não sou. Gosto imenso das pessoas. Conheço pessoas ótimas e adoro conhecer pessoas. Acho que pessoas são pessoas e animais são animais. Eu não humanizo os animais, nem animalizo as pessoas. Penso que, felizmente, estamos a entrar num caminho de penalizar e criminalizar quem maltrata os animais, mas é preciso também haver um caminho pedagógico no sentido de ensinar as pessoas.

Se não tivesse desistido do curso de Direito, que tipo de trabalho se imagina a fazer no ramo da advocacia?

Eventualmente estaria ligada ao direito de família, ao apoio às vítimas.
Ser vítima é muito, muito complicado. As pessoas encaram-nas como sendo fracas, mas na realidade não são; são só pessoas que estão fragilizadas e de tal maneira manipuladas que não têm consciência da sua realidade. Não são fracas, nem são fortes; são pessoas que estão alteradas.

A Maya dá cursos de tarologia. Acha que toda a gente tem capacidades ou qualidades para ser tarólogo?

Não, de maneira nenhuma. Como não acho que toda a gente tenha capacidade para ser pianista, pintor, professor ou comunicador. É uma faceta da personalidade da pessoa, uma vertente de sensibilidade que uns têm e outros não têm.
Hoje em dia já só dou cursos individuais para poder ter uma proximidade maior às pessoas e perceber as sensibilidades. É preciso uma enorme lucidez e um enorme pragmatismo para trabalhar com o Tarot, que é uma arte e não uma ciência.

Já viajou por diversos países. Que qualidades penso ter o povo português que o distingue dos outros?

Não é possível caracterizar o povo português, porque somos um espaço muito pequeno mas com pessoas totalmente diferentes. Os transmontanos têm uma personalidade, os minhotos têm outra, as da beira outra, os alentejanos outra... acho que não há um padrão do povo português. Eu acho que o que Portugal tem é a diversidade, em gastronomia, em cultura e tradições... podemos correr o país num dia e, nesse dia, contactar com diferentes culturas e, até, diferentes sotaques.
O que acho é que somos todos extremamente afáveis. É uma característica que também encontro noutros povos latinos.

Com que ator ou atriz gostaria especialmente de vir a contracenar um dia?

Não sou atriz, mas tenho o privilégio de conhecer quase todos os grandes atores protugueses: Raul Solnado, que conheci muito bem, que era um homem extraordinário e de quem tenho muitas saudades; Nicolau Breyner, que é um homem fantástico; o Rui de Carvalho, que é uma pessoa maravilhosa. Mas a pessoa que mais me toca é a Eunice Munoz, Neste mundo dos atores, quanto maior é o talento e maior é o estatuto, mais simples são.

Qual a sua opinião acerca de recebermos em Portugal os refugiados sírios?

Acho que é um imperativo de consciência recebê-los, mas penso que não o podemos fazer de qualquer maneira, não tanto por nós mas por eles. Temos de ter algum cuidado as recebê-los, criando condições para que não se sintam marginalizados e evitando que haja um choque muito grande entre culturas: a nossa é uma cultura de liberdade, que ao longo dos anos viajou pelo mundo e, não só colonizou, como também recebeu muitos dos povos que colonizou, e a cultura deles é de fundamentalismo. Deve criar-se zonas específicas e a integração tem de ser progressiva.


E pronto...
Maya é assim: doce e forte ao mesmo tempo, de convicções fortes mas completamente aberta a novos conhecimentos e a desafios, objetiva e humana, responsável e bem-disposta, amável e cordial, tão capaz de nos ler nas entrelinhas como de se deixar conhecer nos espaços e tempos de conversa.

Obrigada, tia Maya, pela fantástica conversa!!

(Ver AQUI a Parte I)

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