terça-feira, 18 de abril de 2017

COMER FAVAS E SUAS VAGENS...

Desde que adotei a alimentação paleo que ando sempre à procura de formas de aproveitar ao máximo os alimentos bons, rentabilizando-os em diferentes receitas.

No domingo, os meus filhotes vieram do Alentejo, onde estiveram a passar a Páscoa com o pai e os avós paternos, e trouxeram um saco de favas biológicas, que andaram a apanhar para mim, muito contentes porque sabem que adoro.
Ora, como sei que as favas são um dos alimentos da zona cinzenta na alimentação «paleo descomplicado», o que quer dizer que só devemos comer de vez em quando e na época delas, já as congelei para fazê-las guisadas com chouriço ou como acompanhamento. (Sim, porque o rapaz deu-se ao trabalho de as tirar das vagens só para me ver consumi-las!)

No entanto, há uns dias atrás tinha descoberto que há quem consuma também as vagens e fiquei muito curiosa em relação ao seu sabor, bem como ao valor nutricional e às suas utilizações.
E já experimentei!!!
Ontem, para acompanhar um belo bife de peru de cebolada, cozi grelhos, cenoura e as ditas casca e a verdade é que adorei o sabor. Achei parecido com o sabor do feijão verde, mas mais tenro e deleitoso, desfazendo-se agradavelmente na boca.



Bem... agora é descobrir receitas e experimentar.
Para as utilizarmos devemos retirar-lhes os fios laterais e as pontas, lavá-las bem e depois cortá-las. E ficam prontas a ser cozidas ou guisadas.
Já estou a preparar com elas um caldo de legumes para usar em guisados, estufados, sopas...
Já recolhi também a receita de esparregado com as vagens...

VALOR NUTRICIONAL E BENEFÍCIOS DAS CASCAS DE FAVAS

As cascas das favas, assim como as suas sementes, são alimentos ricos em proteínas, em hidratos de carbono, em ferro, em vitamina B e em fibras.
As fibras são essenciais para o bom funcionamento do tudo digestivo, melhorando a digestão, estimulando o desenvolvimento da flora intestinal e regularizando o trânsito intestinal.
As favas ajudam a controlar a pressão arterial e a estabilizar a frequência cardíaca.
Estas leguminosas têm poder antioxidante, retardando o envelhecimento das células e combatendo a ação dos radicais livres, ajudando também na saúde da nossa pele. 
Por ser rica em ferro, fortalece os músculos, agindo na sua progressão e potencializando a ação dos treinos musculares, contribuindo também para a saúde das articulações e, por ser rica em ferro, fortalece o sistema imunitário, prevenindo doenças como a anemia.
As favas têm poucas calorias, pelo que podem ser usadas em situações de perda de peso. Também ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue.
Além disso, graças ao ácido fólico da sua constituição, contribui para o aumento da produção das hormonas do humor e do bem-estar. 

AS FAVAS NA DIETA PALEO

Estudos revelam que os nutrientes presentes nas favas, já mencionados acima, não estão disponíveis para nós, uma vez que existem especificamente para alimentar a semente durante o período de germinação e estão protegidos por uma proteção chamada fitato (ou ácido fítico).
Assim, apesar de todos estes benefícios já referidos, a fava, como outras leguminosas, são alimentos a evitar, pois os anti-nutrientes (ácido fítico e lectina) presentes na sua constituição associam-se a alguns minerais e proteínas de outros alimentos formando complexos insolúveis no nosso organismo.
Uma forma de minimizar este problema é demolhá-las bem e depois deixar que cozinhem bastante.


Ainda tenho muito a aprender acerca deste e de outros alimentos, mas o meu caminho paleo começou há menos de 2 meses e ainda estou a construir a minha própria alimentação paleo.
Na verdade, é conhecendo os alimentos e «ouvindo» o nosso corpo que vamos achando a dieta ideal, pois todos os organismos são diferentes e reagem, naturalmente, de formas diversificadas.

Em mim, as leguminosas costumam provocar uma sensação de inchaço, como se estivesse muito cheia. Fico «enfartada» durante muito tempo, cheia de flatulência e com alguma obstipação.
Por isso, fico-me por comer favas muito de vez em quando, porque ADORO, e sempre as biológicas da horta dos avós dos miúdos, porque sei como são cultivadas e tratadas.

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