terça-feira, 18 de abril de 2017

COMER FAVAS E SUAS VAGENS...

Desde que adotei a alimentação paleo que ando sempre à procura de formas de aproveitar ao máximo os alimentos bons, rentabilizando-os em diferentes receitas.

No domingo, os meus filhotes vieram do Alentejo, onde estiveram a passar a Páscoa com o pai e os avós paternos, e trouxeram um saco de favas biológicas, que andaram a apanhar para mim, muito contentes porque sabem que adoro.
Ora, como sei que as favas são um dos alimentos da zona cinzenta na alimentação «paleo descomplicado», o que quer dizer que só devemos comer de vez em quando e na época delas, já as congelei para fazê-las guisadas com chouriço ou como acompanhamento. (Sim, porque o rapaz deu-se ao trabalho de as tirar das vagens só para me ver consumi-las!)

No entanto, há uns dias atrás tinha descoberto que há quem consuma também as vagens e fiquei muito curiosa em relação ao seu sabor, bem como ao valor nutricional e às suas utilizações.
E já experimentei!!!
Ontem, para acompanhar um belo bife de peru de cebolada, cozi grelhos, cenoura e as ditas casca e a verdade é que adorei o sabor. Achei parecido com o sabor do feijão verde, mas mais tenro e deleitoso, desfazendo-se agradavelmente na boca.



Bem... agora é descobrir receitas e experimentar.
Para as utilizarmos devemos retirar-lhes os fios laterais e as pontas, lavá-las bem e depois cortá-las. E ficam prontas a ser cozidas ou guisadas.
Já estou a preparar com elas um caldo de legumes para usar em guisados, estufados, sopas...
Já recolhi também a receita de esparregado com as vagens...

VALOR NUTRICIONAL E BENEFÍCIOS DAS CASCAS DE FAVAS

As cascas das favas, assim como as suas sementes, são alimentos ricos em proteínas, em hidratos de carbono, em ferro, em vitamina B e em fibras.
As fibras são essenciais para o bom funcionamento do tudo digestivo, melhorando a digestão, estimulando o desenvolvimento da flora intestinal e regularizando o trânsito intestinal.
As favas ajudam a controlar a pressão arterial e a estabilizar a frequência cardíaca.
Estas leguminosas têm poder antioxidante, retardando o envelhecimento das células e combatendo a ação dos radicais livres, ajudando também na saúde da nossa pele. 
Por ser rica em ferro, fortalece os músculos, agindo na sua progressão e potencializando a ação dos treinos musculares, contribuindo também para a saúde das articulações e, por ser rica em ferro, fortalece o sistema imunitário, prevenindo doenças como a anemia.
As favas têm poucas calorias, pelo que podem ser usadas em situações de perda de peso. Também ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue.
Além disso, graças ao ácido fólico da sua constituição, contribui para o aumento da produção das hormonas do humor e do bem-estar. 

AS FAVAS NA DIETA PALEO

Estudos revelam que os nutrientes presentes nas favas, já mencionados acima, não estão disponíveis para nós, uma vez que existem especificamente para alimentar a semente durante o período de germinação e estão protegidos por uma proteção chamada fitato (ou ácido fítico).
Assim, apesar de todos estes benefícios já referidos, a fava, como outras leguminosas, são alimentos a evitar, pois os anti-nutrientes (ácido fítico e lectina) presentes na sua constituição associam-se a alguns minerais e proteínas de outros alimentos formando complexos insolúveis no nosso organismo.
Uma forma de minimizar este problema é demolhá-las bem e depois deixar que cozinhem bastante.


Ainda tenho muito a aprender acerca deste e de outros alimentos, mas o meu caminho paleo começou há menos de 2 meses e ainda estou a construir a minha própria alimentação paleo.
Na verdade, é conhecendo os alimentos e «ouvindo» o nosso corpo que vamos achando a dieta ideal, pois todos os organismos são diferentes e reagem, naturalmente, de formas diversificadas.

Em mim, as leguminosas costumam provocar uma sensação de inchaço, como se estivesse muito cheia. Fico «enfartada» durante muito tempo, cheia de flatulência e com alguma obstipação.
Por isso, fico-me por comer favas muito de vez em quando, porque ADORO, e sempre as biológicas da horta dos avós dos miúdos, porque sei como são cultivadas e tratadas.

terça-feira, 11 de abril de 2017

SAUDADES DO MEU CABELO #01

Vai já fazer 3 anos que o meu cabelo começou a cair.
Na altura, não liguei muito. Caía mais do que era costume, mas estávamos no final da primavera e toda a gente dizia que era daquela altura do ano. Depois veio o outono. As folhas caem... Os cabelos (parece que) também.
Quase um ano passou. Certo que havia alturas em que caía mais e noutras menos, mas o que me fez ganhar vontade de mostrar a um especialista foi não estar a nascer e começar a dar comichão.
Além da queda de cabelo, naquela fase tinha também manchas no corpo, com pequeninas borbulhas... Parecia equizema ou alergia. Dava muita comichão. Mesmo assim fui adiando as idas ao médico...
Quando finalmente fui, o dermatologista disse que tinha a pele demasiado envelhecida, associou os dois problemas na pele e passou tratamento.
As manchas não passaram. A comichão acalmou. As peladas continuaram como pequeninos ringues de patinagem para piolhos infantis.
Outro dermatologista... noutro hospital... Finalmente um exame mais do que visual... "liquen plano" como diagnóstico. Novo tratamento.
As manchas no corpo desapareceram e a comichão no couro cabeludo passou.
Durante um tempo andei "tranquila", apesar de continuar com a tal normal queda de cabelo.
Passaram uns meses e a comichão voltou.
Nova consulta. Novo médico, porque entretanto a anterior deixou de trabalhar no hospital. Mais observações e um tratamento. Causa provável para grandes peladas à volta das orelhas e várias no resto da cabeça: lúpus.
Desapareceu a comichão, acalmou o desconforto e só o espelho me lembrava que algo não estava normal. (Sim, porque ao ralo completamente tapado em cada banho acabei por me habituar!)
Não fui fazer as análises que me foram passadas... não voltei lá a mostrar o resultado... desleixei-me, desliguei-me, acomodei-me... Acho que, na minha cabeça,  estava muito a ideia de ser uma herança do meu avô e agi sempre inconscientemente.
Mas chega! Tenho de voltar ao médico. Tenho de fazer alguma coisa para ter o meu cabelo de volta.
Tenho saudades de ter muito cabelo.



sábado, 8 de abril de 2017

"SEM SANGUE", DE ALESSANDRO BARICCO

Não tenho andado muito agarrada à leitura, mas tenho sentido vontade de ir às estantes e começar a ler os livros que lá guardo há muito tempo à espera da minha atenção.
Foi o que fiz com o livro "Sem sangue", do escritor italiano Alessandro Baricco, autor de "Seda", um best seller internacional.

Este é um livro intenso e penetrante, que nos agarra do início ao fim. São pouco mais de 150 páginas de cortar o fôlego, que se lêem sofregamente e que criam imagens reais e poderosas na nossa mente, apesar de, segundo o autor, esta ser uma história com personagens e factos fictícios.

"Sem sangue" está escrito em apenas dois capítulos, que correspondem a dois tempos e espaços
distintos em que se conta a história de vida das personagens, no centro das quais está Nina, uma criança/mulher corajosa e enigmática.

Nina é apenas uma pequena criança quando assiste à morte do seu pai, Manuel Roca, às mãos de um grupo de inimigos. É escondida dentro de um alçapão que vê esta morte acontecer, escapando, assim, ao mesmo destino que o irmão mais velho.
No entanto, antes de abandonar a sua casa após os assassinatos, um dos inimigos descobre o esconderijo de Nina. Condoendo-se do olhar terno e frágil da criança, o homem não a denuncia aos seus colegas, dando-lhe, assim, a hipótese de sobreviver.
Mais tarde, já mulher, Nina vai à procura desse homem e é no encontro dos dois que ficamos a saber de que forma o episódio marcou para sempre a vida de ambos.

Gostei muito da escrita de Alessandro Baricco, escritor italiano que não conhecia, mas em cuja bibliografia fiquei interessada.
Num estilo realista contemporâneo, o autor de "Sem Sangue" usa uma narrativa simples e direta, com muitos diálogos e poucas descrições espaciais. Apesar de quase não usar figuras de estilo nem vocabulário erudito, consegue narrar acontecimentos e sentimentos quase de um forma poética, que segue direta às nossas emoções, despertando-as e não nos deixando indiferentes.

A história deste livro é cativante e, de algum modo, impactante, mexendo com os nossos pensamentos e emoções.
Sem referências que nos permitam identificar o tempo e o espaço em que tudo acontece, várias imagens se apoderam da nossa mente durante a leitura, conduzindo-nos numa viagem pelos nossos conhecimentos em busca de correspondências históricas e geográficas.
As personagens principais, que identifico com sendo Nina e o homem que fingiu não a ter visto naquele alçapão, mostram um caráter forte e íntegro, que vamos conhecendo com o desenrolar da história.

domingo, 2 de abril de 2017

SOMOS O MAR...

Somos o mar...
Inquieto, rebelde, agitado
Dono de ondas que abraçam 
Que abocanham e apertam 
Que despertam
Acordando o mundo à sua volta
Com ira, fúria, revolta
Com paixão crua e pura
Incontrolável calor, ternura.

Somos o mar...
Que regressa, recua, se retrai
Arrastando em seus braços 
Sinais, momentos, pedaços 
Que interioriza e reflete 
Que o acalmam
Entrando num mundo tão seu
Onde ama e promete 
O sonho, a vida, o céu.

Somos o mar...
Que para, descansa, adormece 
Quando o tempo apacifica
Quando o amor acontece 
Que segreda, assobia, sussurra
Embalando em seu colo de paz
Outro mar que conhece
E que preenche, conforta, satisfaz.


sábado, 1 de abril de 2017

"O GATO DAS BOTAS" - O TIL NO "TEATRO ARMANDO CORTÊS"

Todos os anos, em março, as turmas de pré-escolar e 1.º ciclo do meu agrupamento vão ao teatro. É uma atividade que faz sempre parte do plano anual e que permite uma experiência única e inesquecível a todas as crianças.
Este ano não foi exceção e desta vez voltámos a escolher uma peça do TIL (Teatro Infantil de Lisboa), em cena no "Teatro Armando Cortês". Todos os anos a peça de destaque é diferente e atualmente está em palco "O Gato das Botas".

Gostei imenso da peça!
É divertida, movimentada, alegre... este ano até multircultural. 😉
Os cenários são magníficos e elaborados ao pormenor, sempre adequados às crianças, mas também com elementos que os adultos entendem melhor.
O texto também... Os miúdos entendem-no bem, quer nos diálogos, quer nas letras das canções, e os adultos são brindados com algumas "piadas" e "trocadilhos" que nos provocam risos e gargalhadas. Gosto bastante da dinâmica de emoções presente em toda a peça, jogando com momentos de brincadeira, de ternura, de maldade, de susto, de magia...
O guarda-roupa é uma coleção que nos deixa encantados. Os fatos e adereços são coloridos, criativos e diversificados, concretizando a nossa imaginação do mundo da fantasia. Apetece-me sempre pular para o palco e experimentá-los. (Curiosamente, o fato de que menos gostei foi o do gato.)
As canções e danças também são bastante apelativas e envolvem o público de forma entusiástica, algumas vezes convidando-o mesmo a participar. 
E é a qualidade da encenação e do trabalho dos atores que dá vida a tudo isto e que proporciona uma hora de magia para adultos e crianças.

Eu gostei muito e os meus alunos também, por isso recomendo a todos que aceitem a proposta e levem os filhos ao teatro.


terça-feira, 21 de março de 2017

EU E AS MINHAS TURMAS

Algumas vezes culpei a sorte. Noutras, o azar. Achei que era a minha sina ou que talvez Deus tivesse uma missão para mim. Ponderei serem energias conspirantes os desviantes...
A verdade, mesmo verdadinha, é que não é nada disto.
É mesmo assim... porque eu também sou assim e não sei ser de outro modo. (E acreditem que já tentei!)

Bem, mas parece que estou a começar a mensagem pelo fim!
Vou dar a volta à conversar...

Comecei a lecionar em 1999 e foi só em 2007 que me foi «entregue» a primeira turma a quem daria continuidade de trabalho por mais do que um ano letivo. Confesso que foi um momento marcante na minha carreira, pois sempre acreditei que uma das grandes vantagens de ser professora do (e no) 1.º ciclo é precisamente o poder acompanhar as bases das aprendizagens, vendo-os crescer em corpo, em mente e em sabedoria. Claro que quando trabalhamos apenas um ano com uma turma, após tantas horas e dias de convivência e de partilhas, acabamos por também os acompanhar bastante e criar laços que jamais esqueceremos, mas poder vê-los passar de somas simples a frações ou de pequenas palavras lidas a ótimos textos escritos é um privilégio que não tem comparação. 

Desde que tive o prazer de trabalhar durante 3 anos com a minha «Turma dos Golfinhos», que adorei (e adorarei sempre), já estou no terceiro grupo e as evidências começam a não poder ser ignoradas: há efetivamente características em comum entre todas as minhas turmas e tenho de aceitá-las como uma consequência real da minha forma de trabalhar com elas e daquilo que eu sou naquela que é a minha segunda família, dentro daquela que é a minha segunda casa.
Não vou fugir a este facto... não vou fazer dele um cavalo de batalha (como fiz algumas vezes)... nem vou fazer por ser diferente. Afinal, há duas características (ou qualidades?) em mim de que me orgulho e que entram como personagens importantes nesta história: a coerência e a autenticidade.

Porque sou coerente, não sou na escola aquilo que não sou fora dela... não exijo que façam aquilo que não me esforço por conseguir fazer, não atribuo culpas para me desculpabilizar, não digo e faço coisas diferentes, não peço aos pais que não sejam pais, nem às crianças que não sejam crianças... E penso sempre que sou exemplo para aqueles miúdos. E acredito que a coerência resolveria mais de metade dos problemas relacionais nas escolas (e não também no mundo?) e que todos somos mais seres humanos quando aquilo que dizemos está de acordo com o que fazemos e com que esperamos dos outros.
Se isto tem um lado mau? Tem. 
Se tem um lado bom? De certeza absoluta!

Porque sou autêntica, não consigo fingir que não adoro crianças. Não consigo fazer cara séria quando estou a ensinar os conteúdos de que mais gosto. Não consigo que os miúdos adorem um tema que me diz muito pouco. Assumo quando não sei algo... Peço ajuda se precisar. Dou mais gritos quando estou menos bem, cansada, zangada ou com algum problema, brinco muito mais quando consigo aceitar o dia a dia com otimismo ou quando estou feliz por algo que aconteceu, sorrio e dou gargalhadas se acordo bem-disposta ou começo logo a ralhar ao primeiro disparate se dormi com os pés de fora. Rio de uma anedota que tenha graça (mesmo que fora do contexto) e choro se a desilusão for grande, se um deles estiver a sofrer ou quando me emociono com os seus sucessos. Mostro os dentes e arregalo os olhos. Não sou igual a ninguém (nem quero ser) e não tento ser quem não sou.
Se isto tem um lado mau? Tem.
Se tem um lado bom? De certeza absoluta!

Todas as minhas turmas têm características semelhantes. Mesmo!
E eu sou mesmo «culpada»... para o bem e par o mal

Tenho tanto para contar sobre isto... Não faltarão posts!👸

segunda-feira, 6 de março de 2017

FINALMENTE CONHEÇO... O NOVO LIVRO E CD DE MIGUEL GIZZAS


 

Já fez uma semana que tive o privilégio de voltar a ouvir cartar Miguel Gizzas, desta vez na Fnac do Almada Fórum e com a companhia da minha filhota Matilde.

Miguel Gizzas apresentou o seu novo romance musical que, tal como o primeiro, é composto pela história contada num livro e pelas músicas a ela associadas, uma por cada capítulo.
«O dia em que o mar voltou» conta-nos e canta-nos uma história. E já começou a encantar-nos cá por casa.

Ainda não comecei a ler o livro, mas estou bastante curiosa, até porque, ao contrário do que aconteceu com «Até que o mar acalme», não consegui resistir e já ouvi várias vezes o CD, o que aumentou bastante as minhas expetativas.

No evento, Miguel Gizzas cantou temas deste novo trabalho, mas também nos brindou com alguns dos êxitos do primeiro CD, os quais cá em casa conhecemos muito bem.

Continuo a encantar-me com a sua forma terna, emotiva e expressiva de interpretar cada tema, bem como com a sua voz e apresentação em palco. Parece que consegue dar vida às músicas e levar-nos quase a acreditar que retratam uma vida e não uma parte de um enredo de ficção.

No final, mais uma vez, o cantor/compositor/escritor brindou-me com a sua simpatia e simplicidade, deixando no ar a hipótese de mais uma parceria com este meu cantinho na internet. (Que orgulho!😀)

Por agora, deixo-vos com dois temas que adoro, um de cada romance musical.

 

sexta-feira, 3 de março de 2017

COMPRAS A TENTAR PALEO #1

Estou à vontade para dizer que ainda ando meio perdida nas compras, apesar de continuar motivada.
Já fui às compras depois dos primeiros dias e comprei mais alguns «bons» produtos, mas gostaria de partilhar as minhas primeiras compras e aproveitar para falar um pouco sobre os alimentos.

Compras feitas no Lidl

- QUEIJO QUARK: Comprei o queijo fresco batido da Milbona a pensar tratar-se de um queijo quark, no entanto não leva natas. Apesar de ser bom, poderia ter mais matéria gorda e este é de 0%. Estes queijos podem ser utilizados em muitas receitas, como quiches, bolos, panquecas... eu usei o queijo da imagem para fazer tostas (sem pão) e ficaram muito deliciosas. Fiquei a saber mais sobre as propriedades deste queijo AQUI.

- QUEIJO GOUDA: Parece que aqui acertei em cheio. LOL Já o usei em saladas e no ovo mexido, mas também comi à refeição. Parece-me um bom aperitivo. Gostei da combinação com abacate. É muito saboroso. Derrete facilmente e pode ser usado em muitas receitas. Tem um bom valor nutricional. Livro digital sobre queijos AQUI.

- PRESUNTO: Nunca fui muito apreciadora de presunto, mas arrisquei nesta compra e não desgostei. As fatias são finíssimas, o que o torna menos enjoativo e já me vou habituando ao sabor. É um alimento muito bom para esta dieta, pois dá a sensação de saciedade por mais tempo. Eu gostei muito da combinação com os ovos, mas o presunto pode ser incluído em bastantes receitas.

- OVOS: Parece que é mesmo o alimento mais completo que existe, rico em proteínas, vitaminas e gorduras «boas». Podemos comer ovos de todas as formas, mas é importante ter em atenção a gordura usada na sua confeção. Eu uso manteiga nos ovos mexidos. Ainda não fiz omeleta, mas vou experimentar usando azeite ou óleo de coco (estou curiosa em relação a este). Os melhores ovos são mesmo os das «galinhas felizes», ou seja, dos animais que são alimentados no solo e ao ar livre. Estes são muito ricos em Ómega3.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

«A MUSA/LA MUSA», DE FERNANDO PESSANHA

Há muito que estou absolutamente rendida à escrita de Fernando Pessanha, por isso é sempre com entusiasmo e fortes expetativas que começo a ler os seus livros. E a sua leitura deixa-me sempre à espera de mais, insatisfeita por terminar tão cedo, por não ter, pelo menos, 200 ou 300 páginas daqueles enredos cativantes e surpreendentes que nos transportam até ao tempo e espaço em que tudo acontece.
Foi novamente isto que senti quando li «A Musa/ La Musa», a última obra deste escritor, compositor e historiador algarvio.
Aliás, o livro começa logo por prender a nossa atenção assim que o recebemos em nossas mãos e o folheamos. Impresso em papel cinzento reciclado, com uma capa transparente e ilustrado com fotografias a preto e branco, aguça imediatamente a nossa curiosidade e a vontade de o levar connosco para todo o lado. (Até porque é mole, de tamanho A5 e, portanto, fácil de colocar dentro da nossa mala.)

A história também prende desde o início: um homem humilde, um poeta solitário, verdadeiramente encantado e apaixonado pela bibliotecária que trabalha na biblioteca que frequenta.
Ela, a tal musa, sem se aperceber desta admiração secreta, vai sendo inspiração para Manuel, que a ela dedica os seus versos.
E mais não posso dizer.😎

Este é mais um livro surpreendente. Com um único conto que nos é apresentado numa versão bilingue moderna e que, também por isso, se destaca e surpreende.

Adorei a história, rendi-me ao livro ibérico, encantei-me com a surpresa que guarda o final do conto, na fronteira onde o português se repete em castelhano.

A escrita é como já Fernando Pessanha me/nos habituou: uma poção eficaz e talentosa de romancismo de outrora e da espontaneidade e riqueza linguística dos nossos dias.

Parabéns, Fernando Pessanha. 😄

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SERÁ QUE ME RENDO À DIETA PALEO?

A primeira vez que ouvi falar da dieta Paleo foi há cerca de dois anos.
Uma amiga minha rendeu-se a este tipo de alimentação e ficou fantasticamente elegante, apesar de comer alimentos saborosos e ricos em gordura. Eu bem via as iguarias que mostrava a todos... Bem sabia como comia de forma rica e saborosa e continuava em ótima forma...
Se bem que sempre foi uma mulher com muita classe e um ótimo peso, a minha amiga conseguiu mesmo perder algum sem grandes sacrifícios e isso, na altura, deixou-me entusiasmada.

Depois passou...
«Dá trabalho.» Pensei eu.
«Não sou capaz.» Também pensei (e ainda não estou convencida de que sou.)
«Não deve ser bem verdade.» Confesso que pensei também.

Passou mesmo...

Até há uns dias atrás, quando fui por ela adicionada a um grupo de facebook especialista neste tipo de alimentação e senti-me novamente tentada. E estou... não tentada, mas a tentar.

Comecei na terça-feira. E eu, que adoro pão, massa e arroz, que tenho dificuldade em resistir a um bolinho numa pastelaria (principalmente acompanhando o café), que não tenho paciência para arranjar merenda para levar para a escola e que não sou propriamente fã de andar às compras, já consegui três dias sem consumir nenhuma destes alimentos e já fui 2 vezes às compras à procura de alimentos diferentes e indicados.

Confesso que me sinto muito perdida e que me apetece estar sempre a perguntar ao pessoal do grupo se posso/devo comer isto ou aquilo, mas a ideia é não ser radical, começar ao meu ritmo e não complicar a situação, pois tudo isto me levará mais facilmente a desistir.
Vou fazer muitas asneiras (a pensar que estou a fazer bem) e ficar indecisa muitas vezes, mas vou procurar aceitar sempre isto com naturalidade e não perder a motivação.

E porque acredito que, convosco desse lado partilhando experiências e saberes, receberei uma força e energia extra, decidi aqui ir deixando algumas das minhas descobertas e aprendizagens. Afinal, este meu cantinho na internet sempre serviu para me ajudar a pôr as ideias no lugar e a motivar-me no dia a dia.

Para começar, deixo as dicas que lá no grupo me enviaram para eu ler e que estão disponíveis na página PALEO XXI:

  1. Mantém-te disponível para mudar hábitos. Tenta perceber e não copiar.
  2. Tu és único: há uma paleo que se adapta a ti. Testa-te. Tens tempo.
  3. Pensa simples: comer é uma necessidade básica, não complicada.
  4. As boas gorduras serão aliadas úteis.
  5. Come legumes, ovos, carne e peixe até ficares saciado.
  6. Evita alimentos processados industrialmente. Se tal não for possível, saber ler rótulos é fundamental.
  7. Põe de lado o trigo e espécies semelhantes (todos os cereais com glúten são dispensáveis).
  8. Evita açucares e alimentos com amido. Por princípio, evita leguminosas: não devem constituir a base da tua alimentação.
  9. Prefere fruta da época e não exageres no seu consumo.
  10. Derivados de leite (gordos, não UHT) e fermentados podem ser amigos.
  11. Afasta o stress; descansa o suficiente. Apanha sol.
  12. Mexe-te. Não é preciso virar atleta, mas o exercício é útil e saudável.
  13. Paleo não é religião. Não é matemática. Não tem hora. Paleo é natural e é saúde.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

PARA UMA PELE PERFEITA - DICAS ORIFLAME

Foi com a Oriflame que chegou a minha vontade de saber mais sobre maquilhagem. E, aos poucos, estou aprendendo. (Pelo menos enquanto não faço um curso mais a sério e intensivo.)

E como não gosto de ficar com os conhecimentos só para mim, hoje apetece-me escrever um pouco sobre como conseguir uma pele perfeita com os primeiros passos da maquilhagem. Acho que poderão ser úteis para algumas mulheres que, como eu, precisam de aprender mais sobre beleza.


1- Aplicar a base para maquilhagem para refinar os poros, suavizar as linhas finas e criar uma pele perfeita para que a maquilhagem dure mais tempo.

2-
Aplicar uma base de cor com um pincel plano, para uniformizar o tom de pele e revelar uma aparência mais luminosa e jovem.

3- Utilizar o corretor para cobrir totalmente as imperfeições e revelar uma pele com aspeto perfeito.

4- Terminar com uma camada de pó solto para criar um acabamento nude perfeito.


OS PRODUTOS:

Base Giordani Gold por 14,95€ / Base The One por 5,95€


 Base de Cor Giodani Gold por 17,95€ / Base de Cor The One por 9,95€

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Conheçam estes e outros produtos na minha loja online: http://beautystore.oriflame.pt/LUNAMARISA


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

«INSÓNIA», DE J.R. JOHANSSON

Há já vários meses que a «4 Estações Editora» gentilmente me ofereceu o livro «Insónia», escrito por J. R. Johansson.

Curiosamente (ou talvez não), decidi pegar nele precisamente num dia em que o sono não chegava, estando a cabeça a pedir uma nova história à qual se dedicar. 
Adequado o tema à realidade, motivante a sinopse e encantadora a capa, melhor livro não poderia ter escolhido naquele dia, pois a ele fiquei agarrada do princípio ao fim.

«Insónia» tem como principal personagem Parker Chipp, um jovem de 16 anos com uma vida social aparentemente normal, mas que esconde um problema que poderá levá-lo à loucura e à morte: não dorme há cerca de 4 anos.
Na realidade, todas as noites, em vez de dormir de forma tranquila, Parker entra nos sonhos da última pessoa com quem cruzou olhares antes de adormecer, o que o leva a viver experiências muito intensas e a andar esgotado durante todo o dia.
Quando a situação está já bastante grave, o protagonista conhece uma nova colega de escola e, quando entra nos seus sonhos, descobre que é possível voltar a dormir descansado. Mia só tem sonhos tranquilos e serenos, o que permite que Parker repouse e recupere energias, transmitindo-lhe esperança de vida.
Mas, para isso, o rapaz terá de cruzar o seu olhar com o de Mia todos os dias antes de dormir, o que se transforma rapidamente numa espécie de vício diário, que o leva a ultrapassar vários limites, ao ponto de afastar de si os melhores amigos.

Gostei muito de ler esta obra de ficção, cuja história é bastante cativante e surpreendente, prendendo o nosso interesse do início ao fim.
As personagens são divertidas e muito reais, contrastando com os seus sonhos, todos eles uma versão meio louca da realidade, vivências e aspirações de cada uma.
O protagonista é empático e conseguiu, desde cedo, a minha cumplicidade, sentindo-me quase como uma confidente dos seus medos e desejos e levando-me a acreditar nele até ao desvendar de todos os mistérios.
A historia vai crescendo de interesse com o passar das páginas e conseguiu surpreender-me por diversas vezes, terminando com um final mesmo inesperado.

Gostei bastante da forma de escrever da autora, que usa uma linguagem muito acessível sem ser demasiado simples. Escreve sem descrições espaciais muito pormenorizadas, mas de forma que conseguimos quase visualizar os acontecimentos e as personagens. Usa diálogos ricos e que nos aproximam do viver e do pensar das personagens.

Envolvendo personagens e um cenário muito jovens, parece-me um livro bastante apelativo para jovens-adultos que gostem de um bom enredo e de se identificar com elementos da história contada.

Aconselho vivamente a sua leitura e, em parceria com a editora, OFEREÇO um PREÇO ESPECIAL a quem quiser adquiri-lo através do e-mail lunamarisa91@gmail.com.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

EM NOSSOS DEDOS...

Não sou muito de símbolos, mas sou uma mulher de mimos e de carinhos, sensível a demonstrações de afeto e de ternura. Acredito mais em atos do que em palavras (apesar de gostar do aroma e da doçura delas) e confio mais num colo ou abraço apertado do que num beijo longo e molhado, mas não nego o romantismo como forma de encantamento de emoções, poderoso elixir da autoestima.

Por isso, nesta minha nova vida, neste novo mar de sentimentos no qual navego, entrou um símbolo de união e paz, de comunhão e companheirismo: a aliança.
Como sinal de compromisso, de fidelidade e de amor, foi com a serenidade dos quase quarenta que decidimos usá-las. Não provam, mas assumem o que somos um para o outro e o que seriamente queremos continuar a ser...

Acreditando na pureza e franqueza dos nossos sentimentos, bem como na simplicidade que, desde sempre, faz parte da essência de cada um de nós, escolhemos a prata como material e deixámos as decorações apenas entregues aos nossos nomes próprios.

Não tínhamos grandes exigências para além destas... o aro de prata, dois nomes e (coincidentemente) a mesma medida.
Queríamos também que viessem até nós pelas mãos de uma amizade que estivesse do nosso lado e entendesse os nossos "eus". Por isso, a proposta de as tornar realidade só podia ter um nome, uma marca... MORIM JÓIAS.

Esta é uma marca amiga, próxima, parceira. É mais que uma loja de jóias, que um bazar online, que uma galeria de produtos de ourivesaria e relojoaria... É uma porta aberta para realizar os nossos caprichos, sejam eles simples (como os nossos) ou mais requintados.
A ela sentimo-nos gratos pela forma dedicada com que aceitou o nosso desafio e pela beleza que trouxe às nossas mãos...






Foto de Morim Jóias.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A AMAR...

O amor é mesmo assim: apanha-nos na sua rede, revela o nosso verdadeiro eu, envolve-nos com a sua intensidade.
E eu só sei amar assim... intensa e loucamente, dedicada e persistentemente.
E estou amando... amando muito.

Começou com uma amizade inesperada entre duas pessoas aparentemente muito diferentes e com experiências de vida distintas e afastadas. Começou como começam todas as amizades: apresentações, conversas, partilhas, descobertas de pontos em comum, confidências, apoio mútuo.
Para quem acredita em auras, acho que a nossa é da mesma cor... quando limpa e luminosa.
Nessa altura, ambos precisávamos de rir, de sentir que éramos valiosos, de experiências diferentes das do passado, de voltar a acreditar no futuro. Ambos precisávamos de amor.

Ele descobriu primeiro que não iríamos ser apenas amigos.
Eu fiquei mais na descoberta, aproveitado os mimos (de amigo), os galanteios (de apaixonado) e as saídas divertidas (das duas vertentes)... Fiquei na expetativa... Fui-me apaixonando... Fui gostando...
Mas quando dei conta... o tocar pele com pele num abraço ou carinho mexia comigo, o perfume sentido num beijo na cara durante o cumprimento e a despedida arrepiava-me da cabeça aos pés, o som das mensagens ou das chamadas no telemóvel aceleravam o meu batimento cardíaco... tantos e tantos sinais de que amizade já não estava sozinha e de que o amor e a paixão tinham ganho lugar entre nós.

E depois foi uma nova descoberta.
Foram os encontros e desencontros, as adaptações, as semanas maravilhosas como se não houvesse amanhã, os momentos difíceis de duas almas que se sentem unidas noutro plano mas que não dominam o que é terreno nem as cicatrizes doutros tempos, os dias de sol brilhante em que conseguíamos ver até ao outro lado do arco-íris e os de chuva torrencial que nos levavam a esconder-nos cada um na sua toca de emoções...
Foram meses de novas vidas, novos sentimentos, novas canções e poesias, de novas experiências...
Foram meses de descoberta interior, de encontro com a tal alma semelhante e aura do mesmo tom, de procura e encontro da luz que ambos temos e que fomos aprendendo a usar em nós mesmos.

E sempre amando... sempre acreditando que o outro amava... sempre querendo esse amor intenso e poderoso que não faz nada de mansinho, mas arrepia, enche e preenche, persiste, impera, ergue e nos faz levitar.
Sempre amando contra todas as marés, num sentimento mais forte que madeira e ferro, mais intenso que fogo e gelo...

A tranquilidade acabou por chegar. A paz, o encontro, a cumplicidade já sem palavras (mas com pensamentos trocados sem sons), a coesão, o companheirismo, a ternura serena e doce, o colo, o afago, a recompensa quando o mundo lá fora foi cruel e o eu interior precisa do outro eu para erguer a cabeça e o coração, os suspiros de graça e felicidade, os dedos que se cruzam só para as almas dizerem «estou aqui»...
Essa tal de serenidade que só desaparece para dar lugar ao que é explosão e fulgor quando os corpos se tocam e falam em segredo no silêncio de um momento só a dois,,,

AMO-TE, LUÍS.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

«SÓ NÓS DOIS», DE NICHOLAS SPARKS

Há muito tempo que não lia um livro de Nicholas Sparks e ainda há mais que não devorava uma obra com mais de 500 páginas (e em tão pouco tempo).
Mas o meu romancista preferido é assim: capaz de me prender página a página, capítulo a capítulo, numa ânsia de conhecer cada vez mais e melhor a história dos personagens, surpreendendo-me, encantando-me e vivenciando os acontecimentos quase como se fossem reais.

«Só nós dois», o mais recente romance do escritor norte-americano, tem o publicitário Russell Green
como personagem central e principal.
Trintão e profissionalmente bem sucedido, Russ vê a sua vida mudar completamente quando tem de lidar com dois acontecimentos marcantes: um despedimento e uma separação.
Sem saber muito bem como tudo aconteceu tão rápida e inesperadamente, o protagonista vê-se sozinho com a sua filha de 5 anos e a necessidade de mudanças a vários níveis, o que constitui um desafio enorme e lhe permite um melhor conhecimento sobre si mesmo e sobre a felicidade.
E será o recomeço, a nova vida e as relações que nela (re)estabelece que mudarão para sempre o destino de Russell, intensificando o amor que sente por três mulheres únicas, para as quais é o homem mais importante das suas vidas.

Que poderei dizer mais sobre este livro?
Posso dizer que o adorei, que me perdi nas suas páginas esquecendo o mundo à minha volta, que sorri, que chorei, que me identifiquei com muitos momentos e emoções, que fui capaz de o visualizar como se se tratasse de um caso real e não de ficção...
Também posso dizer que achei as personagens principais encantadoras, cada uma ao seu jeito, e que, ao longo do livro, consegui estabelecer com todas elas uma relação de empatia, independentemente do papel que assumiram na história.
Posso ainda referir que gostei de sentir a força das personagens femininas e a influência positiva que todas elas tiveram na vida do protagonista e que me deixei encantar pela relação paternal entre este e a pequena e doce London.

Este livro trouxe com ele uma novidade no mundo literário de Nicholas Sparks: uma banda sonora exclusiva, disponível para DOWNLOAD, constituída por 4 temas musicais de JD Eicher.

Deixo-vos com um desses temas: