domingo, 20 de maio de 2018

ESQUECER OS MANUAIS POR UMAS HORAS (OU UNS DIAS)

Dediquei parte do meu domingo a preparar materiais para umas aulas diferentes. Pesquisar, selecionar informações, interligar saberes e conteúdos, criar momentos de trabalho multidisciplinares... fazer surgir instrumentos diversificados, atraentes, novos...

Não vai ser esta semana que os irei usar, mas deixei-me ir motivada pelo tema, na esperança de assim também motivar os meus alunos, numa fase em que já estão cansados e a entrar no mês das despedidas do 1.º Ciclo.

Nunca consigo sentir-me assim empolgada e dedicada quando deixo que a pressão de programas e (muitos) manuais para usar, me levem a entrar naquelas rotinas da página X ou da ficha Y. Não gosto, mas entro nelas como todos, quiçá demasiado insegura para (sozinha) fazer diferente ou mesmo com medo de chagar ao fim e não ter sido capaz de cumprir com o (muito) que me é exigido ensinar.
Gostava mesmo era de mudar tudo isto... talvez não acabasse totalmente com os manuais (afinal este ano até foram oferecidos!), mas reduziria os outros que, ano após ano, vêm completar o principal.

Aliás, não querendo parecer radical, até porque temos coleções de manuais muito boas, facilmente substituiria o papel por ficheiros interativos inseridos num tablet, esse sim oferecido aos alunos, podendo os professores escolher quais usar no seu dia a dia, independemente dos monopólios das editoras. Uma caneta digital, a ponta de um dedo, um quadro interativo ou projetor, um portátil na secretária do professor com acesso a todos os tablets dos alunos... crianças mais motivadas, aulas não tão centenariamnete afastadas do resto das suas vidas.

Apesar de não tirar de ideia que este sonho seria possível se não fossem outros poderes que alguém sempre coloca acima da educação, costumo ter os pés bem assentes na terra e dar a volta à situação em fases de maior motivação e proatividade.

Estou numa dessas fases, graças a Deus.
Que bom que é sentir adrenalina na preparação das aulas! Que bom que é não dar conta do tempo a passar, não controlar as ideias que chegam e sentir a ansiedade de quem quer muito que chegue o dia de amanhã. Mesmo que amanhã seja segunda-feira!

Esta semana vamos continuar a conhecer o Sr. Fortes, que nos ofereceu uns momentos bem divertidos de dramatização e descontração (obrigada, António Mota!) e vamos, com ele, conhecer as atividades económicas, aproveitando ele ser um vendedor ambulante com uma mala carregadinha de objetos diferentes!



Para a semana surgirá Miró e as suas obras, que hoje me encantaram e despertaram, que me trouxeram de volta uma luz que nasceu comigo mas que, estupidamente, muitas vezes deixo apagar. Muito trará com ele este pintor espanhol, que me acompanhará numa viagem até à mente dos meus 26 companheiros de muitas horas, na busca de tesouros que por lá vivem e que precisam de voar cá para fora.

Só pelo brilho do meu olhar de domingo, já terá valido a pena!

domingo, 1 de abril de 2018

UMA SOFIA QUE POSA PARA A FOTOGRAFIA

Sempre me assumi como uma professora babada, daquelas que diz (até ao portão da escola) que as suas alunas são as mais lindas e que não há como elas em todo o agrupamento. E são mesmo! (Atenção que os rapazes também!! Apenas estou contextualizando uma menina e agora dá jeito falar no feminino!)

Orgulho-me de todas elas no dia a dia de escola e de cada uma de um modo especial em determinados momento ou dias, seja qual for a habilidade que tenham, as atitudes que tomam ou a personalidade que as caracteriza.

Hoje quero mostrar umas fotos de uma das atuais princesas do meu reino escolar, que se aventurou em poses de nos deixar de boca aberta, em sessões fotográficas que poderão vir a ser os primeiros passos no mundo da moda.

Falo da Sofia, uma pequena princesinha empenhada e trabalhadora, que aprende com facilidade e prazer e que se relaciona com os amigos de uma forma fiel e carinhosa.
A Sofia é uma miúda linda, vistosa e carismática, que se esconde diariamente na sombra de outras mais "espampanantes", mas que despertou o olhar curioso de um fotógrafo e de uma marca de vestuário para criança: a KUTCHIES.
É tão discreta a minha Sofia que só fiquei a saber desta sua experiência quando a mãe Cátia me enviou uma das fotos.

E vejam lá se não estão fantásticas!!!
Que orgulho tenho na minha Sofia, que transbordou luz e cores em cada fotografia!








quinta-feira, 8 de março de 2018

"O GIGANTE EGOÍSTA", DE OSCAR WILDE

Há histórias que me dizem muito, que me marcam, que ficam na minha própria história. Sejam elas contadas oralmente ou estejam escritas, sejam dramáticas ou cómicas, curtas ou longas, infantis ou de adultos... Recordo-as porque me levam a refletir ou porque deixam no ar uma mensagem importante (para quem a consegue apanhar).

"O Gigante Egoísta" é uma dessas histórias.
Foi escrita por Oscar Wilde no século XIX, é uma das leituras propostas para o 4.º ano de escolaridade e fala aos miúdos sobre a partilha, a generosidade, a amizade e a bondade. É ainda, na minha opinião, uma boa escolha quando queremos falar sobre a "morte" com as crianças destas idades.

Li-a aos meus filhos algumas vezes quando eram crianças e leio-a sempre em sala de aula quando trabalho com uma turma de 4.ºano. Este ano letivo não foi exceção.
Lemos, interpretámos, conversámos, partimos dela para outros caminhos e trabalhos... criámos laços com um gigante que mudou quando percebeu que a primavera só está em nós e à nossa volta quando abrimos o coração e a alma aos outros.

E os miúdos desenharam o seu próprio gigante... criaram-no à semelhança dos seus sonhos e ao sabor da sua imaginação. E deram-lhe o benefício da dúvida e valorizaram mais o gigante que descobriram nas últimas páginas do que o egoísta que apareceu em todas as outras. Isto tem muito valor para mim, pois mostra capacidade de reconhecer o lado bom dos outros e de valorizá-lo apesar dos defeitos e dos erros.
Eu gostei dos resultados!











(Fotos tiradas a algumas das ilustrações dos meus alunos)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

DESAFIOS DOS 30 E TAL - BLOGGER (QUASE) FAMOSA POR UMAS HORAS

Estava no início de 2016 quando fui convidada para a apresentação da coleção primavera-verão da marca de sapatos Paulo Brandão. Fui como blogger e, acreditem, não éramos muitas, o que causou em mim aquele efeito de DESAFIO de que falava...

Senti-me nas nuvens (é uma verdade!), apesar de um pouco envergonhada e introvertida, meio perdida naquele mundo de bloggers famosas e lindas. É certo que também eu investi um pouco mais no visual (entenda-se com isto que me maquilhei e comprei toilete nova), mas nada comparado com o glamour de um casaco de peles, com o brilho de sapatos de marca ou, até, com um perfume conceituado daqueles que custa mais do que gasto para me vestir da cabeça aos pés. 

Levei duas damas de companhia, que ainda deliravam mais do que eu, e fomos em transporte próprio da marca, com direito a almoço pago, companhia divertida e uma viagem longa até Oliveira de Azeméis.

O local da apresentação estava repleto de gente rica e importante, convidados de estilo e graça, pessoas influentes do mundo da moda... que partilharam comigo um cocktail delicioso, servido por uma simpática equipa de catering.

A nova coleção de sapatos estava exposta à vista de todos e nós, "bloggers famosos", aproveitámos para fotografá-la em primeira mão, registando as nossas opiniões e preferências. Ai credo!!! Foi difícil! Não sabia como posar, nem me sentia à vontade para o fazer. Mas fiz!!!! Ai não que não fiz!!!
E na hora do desfile não aproveitei para fazer um vídeo em direto, como as minhas colegas, porque ainda não era detentora de tecnologias devidamente capazes para o efeito! (Acho até que fiquei sem dados e bateria no telemóvel!)

Foi um ótimo DESAFIO e superei-o à grande!!

Podem ver a reportagem AQUI, que vão gostar das fotos da (antiga) nova coleção!




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

DESAFIOS DOS 30 E TAL - INTRODUÇÃO

Falta exatamente uma semana para eu entrar na meta dos 40. Uma semana menos umas horas, que fui rapariga de nascer de madrugada, já prometendo surpresas e "foras de horas". Na verdade, até o dia parece ter sido escolhido a dedo, semanas antes do previsto, mesmo umas horinhas no início de "peixes", signo que se enquadra bem na personalidade que haveria de formar.

Confesso que esta meta tem feito com que alguns dos meus macaquinhos dancem no sótão. Não posso esquecer que os "entas" entram e não saem mais e eu sou daqueles indivíduos que não se dá bem com rotinas e prisões perpétuas.
Na verdade, há meses que penso no dia 20 e que sinto alguma nostalgia e melancolia, associadas à ideia de que já não sou uma rapariguinha nova. (É que já não pertenço aos "jovens" e começo a falar sobre "na minha altura" (oh credo!!!!), apesar de me orgulhar de pertencer à tal "geração rasca" que ainda vai abrindo as portas aos velhotes ou dando-lhes lugar nas filas ou no banco do autocarro.)

Não escolhi regressar ao blogue com estes posts para falar de um passado longínquo, mas para marcar o final dos trinta com algo muito relacionado com o meu íntimo e com a energia que faz com que o sangue galope nas minhas veias: desafios!

Para além de todos os que me foram surgindo ao longo da vida, não interessa agora se muitos ou poucos, se fáceis ou difíceis, a verdade é que a segunda metade dos trinta me trouxe desafios inesperados ou pequenos sonhos que achei já não ir concretizar. Mesmo!

Podem parecer coisinhas pequenas e insignificantes, mas, para mim, foram desafios e hoje, a uma semana de sair dos trinta, o que acontecerá exatamente às 4h45 da madrugada, apetece-me contá-los e, com isso, revivê-los e agradecer por eles. Afinal, ainda há muito por fazer nesta vida e acredito que estes são apenas uma introdução ao que daí vem, ao que está ainda guardado para mim.
Ou não seja eu miúda de fugir de rebanhos e de correr contra as marés!!!! 😆