terça-feira, 21 de março de 2017

EU E AS MINHAS TURMAS

Algumas vezes culpei a sorte. Noutras, o azar. Achei que era a minha sina ou que talvez Deus tivesse uma missão para mim. Ponderei serem energias conspirantes os desviantes...
A verdade, mesmo verdadinha, é que não é nada disto.
É mesmo assim... porque eu também sou assim e não sei ser de outro modo. (E acreditem que já tentei!)

Bem, mas parece que estou a começar a mensagem pelo fim!
Vou dar a volta à conversar...

Comecei a lecionar em 1999 e foi só em 2007 que me foi «entregue» a primeira turma a quem daria continuidade de trabalho por mais do que um ano letivo. Confesso que foi um momento marcante na minha carreira, pois sempre acreditei que uma das grandes vantagens de ser professora do (e no) 1.º ciclo é precisamente o poder acompanhar as bases das aprendizagens, vendo-os crescer em corpo, em mente e em sabedoria. Claro que quando trabalhamos apenas um ano com uma turma, após tantas horas e dias de convivência e de partilhas, acabamos por também os acompanhar bastante e criar laços que jamais esqueceremos, mas poder vê-los passar de somas simples a frações ou de pequenas palavras lidas a ótimos textos escritos é um privilégio que não tem comparação. 

Desde que tive o prazer de trabalhar durante 3 anos com a minha «Turma dos Golfinhos», que adorei (e adorarei sempre), já estou no terceiro grupo e as evidências começam a não poder ser ignoradas: há efetivamente características em comum entre todas as minhas turmas e tenho de aceitá-las como uma consequência real da minha forma de trabalhar com elas e daquilo que eu sou naquela que é a minha segunda família, dentro daquela que é a minha segunda casa.
Não vou fugir a este facto... não vou fazer dele um cavalo de batalha (como fiz algumas vezes)... nem vou fazer por ser diferente. Afinal, há duas características (ou qualidades?) em mim de que me orgulho e que entram como personagens importantes nesta história: a coerência e a autenticidade.

Porque sou coerente, não sou na escola aquilo que não sou fora dela... não exijo que façam aquilo que não me esforço por conseguir fazer, não atribuo culpas para me desculpabilizar, não digo e faço coisas diferentes, não peço aos pais que não sejam pais, nem às crianças que não sejam crianças... E penso sempre que sou exemplo para aqueles miúdos. E acredito que a coerência resolveria mais de metade dos problemas relacionais nas escolas (e não também no mundo?) e que todos somos mais seres humanos quando aquilo que dizemos está de acordo com o que fazemos e com que esperamos dos outros.
Se isto tem um lado mau? Tem. 
Se tem um lado bom? De certeza absoluta!

Porque sou autêntica, não consigo fingir que não adoro crianças. Não consigo fazer cara séria quando estou a ensinar os conteúdos de que mais gosto. Não consigo que os miúdos adorem um tema que me diz muito pouco. Assumo quando não sei algo... Peço ajuda se precisar. Dou mais gritos quando estou menos bem, cansada, zangada ou com algum problema, brinco muito mais quando consigo aceitar o dia a dia com otimismo ou quando estou feliz por algo que aconteceu, sorrio e dou gargalhadas se acordo bem-disposta ou começo logo a ralhar ao primeiro disparate se dormi com os pés de fora. Rio de uma anedota que tenha graça (mesmo que fora do contexto) e choro se a desilusão for grande, se um deles estiver a sofrer ou quando me emociono com os seus sucessos. Mostro os dentes e arregalo os olhos. Não sou igual a ninguém (nem quero ser) e não tento ser quem não sou.
Se isto tem um lado mau? Tem.
Se tem um lado bom? De certeza absoluta!

Todas as minhas turmas têm características semelhantes. Mesmo!
E eu sou mesmo «culpada»... para o bem e par o mal

Tenho tanto para contar sobre isto... Não faltarão posts!👸

segunda-feira, 6 de março de 2017

FINALMENTE CONHEÇO... O NOVO LIVRO E CD DE MIGUEL GIZZAS


 

Já fez uma semana que tive o privilégio de voltar a ouvir cartar Miguel Gizzas, desta vez na Fnac do Almada Fórum e com a companhia da minha filhota Matilde.

Miguel Gizzas apresentou o seu novo romance musical que, tal como o primeiro, é composto pela história contada num livro e pelas músicas a ela associadas, uma por cada capítulo.
«O dia em que o mar voltou» conta-nos e canta-nos uma história. E já começou a encantar-nos cá por casa.

Ainda não comecei a ler o livro, mas estou bastante curiosa, até porque, ao contrário do que aconteceu com «Até que o mar acalme», não consegui resistir e já ouvi várias vezes o CD, o que aumentou bastante as minhas expetativas.

No evento, Miguel Gizzas cantou temas deste novo trabalho, mas também nos brindou com alguns dos êxitos do primeiro CD, os quais cá em casa conhecemos muito bem.

Continuo a encantar-me com a sua forma terna, emotiva e expressiva de interpretar cada tema, bem como com a sua voz e apresentação em palco. Parece que consegue dar vida às músicas e levar-nos quase a acreditar que retratam uma vida e não uma parte de um enredo de ficção.

No final, mais uma vez, o cantor/compositor/escritor brindou-me com a sua simpatia e simplicidade, deixando no ar a hipótese de mais uma parceria com este meu cantinho na internet. (Que orgulho!😀)

Por agora, deixo-vos com dois temas que adoro, um de cada romance musical.

 

sexta-feira, 3 de março de 2017

COMPRAS A TENTAR PALEO #1

Estou à vontade para dizer que ainda ando meio perdida nas compras, apesar de continuar motivada.
Já fui às compras depois dos primeiros dias e comprei mais alguns «bons» produtos, mas gostaria de partilhar as minhas primeiras compras e aproveitar para falar um pouco sobre os alimentos.

Compras feitas no Lidl

- QUEIJO QUARK: Comprei o queijo fresco batido da Milbona a pensar tratar-se de um queijo quark, no entanto não leva natas. Apesar de ser bom, poderia ter mais matéria gorda e este é de 0%. Estes queijos podem ser utilizados em muitas receitas, como quiches, bolos, panquecas... eu usei o queijo da imagem para fazer tostas (sem pão) e ficaram muito deliciosas. Fiquei a saber mais sobre as propriedades deste queijo AQUI.

- QUEIJO GOUDA: Parece que aqui acertei em cheio. LOL Já o usei em saladas e no ovo mexido, mas também comi à refeição. Parece-me um bom aperitivo. Gostei da combinação com abacate. É muito saboroso. Derrete facilmente e pode ser usado em muitas receitas. Tem um bom valor nutricional. Livro digital sobre queijos AQUI.

- PRESUNTO: Nunca fui muito apreciadora de presunto, mas arrisquei nesta compra e não desgostei. As fatias são finíssimas, o que o torna menos enjoativo e já me vou habituando ao sabor. É um alimento muito bom para esta dieta, pois dá a sensação de saciedade por mais tempo. Eu gostei muito da combinação com os ovos, mas o presunto pode ser incluído em bastantes receitas.

- OVOS: Parece que é mesmo o alimento mais completo que existe, rico em proteínas, vitaminas e gorduras «boas». Podemos comer ovos de todas as formas, mas é importante ter em atenção a gordura usada na sua confeção. Eu uso manteiga nos ovos mexidos. Ainda não fiz omeleta, mas vou experimentar usando azeite ou óleo de coco (estou curiosa em relação a este). Os melhores ovos são mesmo os das «galinhas felizes», ou seja, dos animais que são alimentados no solo e ao ar livre. Estes são muito ricos em Ómega3.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

«A MUSA/LA MUSA», DE FERNANDO PESSANHA

Há muito que estou absolutamente rendida à escrita de Fernando Pessanha, por isso é sempre com entusiasmo e fortes expetativas que começo a ler os seus livros. E a sua leitura deixa-me sempre à espera de mais, insatisfeita por terminar tão cedo, por não ter, pelo menos, 200 ou 300 páginas daqueles enredos cativantes e surpreendentes que nos transportam até ao tempo e espaço em que tudo acontece.
Foi novamente isto que senti quando li «A Musa/ La Musa», a última obra deste escritor, compositor e historiador algarvio.
Aliás, o livro começa logo por prender a nossa atenção assim que o recebemos em nossas mãos e o folheamos. Impresso em papel cinzento reciclado, com uma capa transparente e ilustrado com fotografias a preto e branco, aguça imediatamente a nossa curiosidade e a vontade de o levar connosco para todo o lado. (Até porque é mole, de tamanho A5 e, portanto, fácil de colocar dentro da nossa mala.)

A história também prende desde o início: um homem humilde, um poeta solitário, verdadeiramente encantado e apaixonado pela bibliotecária que trabalha na biblioteca que frequenta.
Ela, a tal musa, sem se aperceber desta admiração secreta, vai sendo inspiração para Manuel, que a ela dedica os seus versos.
E mais não posso dizer.😎

Este é mais um livro surpreendente. Com um único conto que nos é apresentado numa versão bilingue moderna e que, também por isso, se destaca e surpreende.

Adorei a história, rendi-me ao livro ibérico, encantei-me com a surpresa que guarda o final do conto, na fronteira onde o português se repete em castelhano.

A escrita é como já Fernando Pessanha me/nos habituou: uma poção eficaz e talentosa de romancismo de outrora e da espontaneidade e riqueza linguística dos nossos dias.

Parabéns, Fernando Pessanha. 😄

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SERÁ QUE ME RENDO À DIETA PALEO?

A primeira vez que ouvi falar da dieta Paleo foi há cerca de dois anos.
Uma amiga minha rendeu-se a este tipo de alimentação e ficou fantasticamente elegante, apesar de comer alimentos saborosos e ricos em gordura. Eu bem via as iguarias que mostrava a todos... Bem sabia como comia de forma rica e saborosa e continuava em ótima forma...
Se bem que sempre foi uma mulher com muita classe e um ótimo peso, a minha amiga conseguiu mesmo perder algum sem grandes sacrifícios e isso, na altura, deixou-me entusiasmada.

Depois passou...
«Dá trabalho.» Pensei eu.
«Não sou capaz.» Também pensei (e ainda não estou convencida de que sou.)
«Não deve ser bem verdade.» Confesso que pensei também.

Passou mesmo...

Até há uns dias atrás, quando fui por ela adicionada a um grupo de facebook especialista neste tipo de alimentação e senti-me novamente tentada. E estou... não tentada, mas a tentar.

Comecei na terça-feira. E eu, que adoro pão, massa e arroz, que tenho dificuldade em resistir a um bolinho numa pastelaria (principalmente acompanhando o café), que não tenho paciência para arranjar merenda para levar para a escola e que não sou propriamente fã de andar às compras, já consegui três dias sem consumir nenhuma destes alimentos e já fui 2 vezes às compras à procura de alimentos diferentes e indicados.

Confesso que me sinto muito perdida e que me apetece estar sempre a perguntar ao pessoal do grupo se posso/devo comer isto ou aquilo, mas a ideia é não ser radical, começar ao meu ritmo e não complicar a situação, pois tudo isto me levará mais facilmente a desistir.
Vou fazer muitas asneiras (a pensar que estou a fazer bem) e ficar indecisa muitas vezes, mas vou procurar aceitar sempre isto com naturalidade e não perder a motivação.

E porque acredito que, convosco desse lado partilhando experiências e saberes, receberei uma força e energia extra, decidi aqui ir deixando algumas das minhas descobertas e aprendizagens. Afinal, este meu cantinho na internet sempre serviu para me ajudar a pôr as ideias no lugar e a motivar-me no dia a dia.

Para começar, deixo as dicas que lá no grupo me enviaram para eu ler e que estão disponíveis na página PALEO XXI:

  1. Mantém-te disponível para mudar hábitos. Tenta perceber e não copiar.
  2. Tu és único: há uma paleo que se adapta a ti. Testa-te. Tens tempo.
  3. Pensa simples: comer é uma necessidade básica, não complicada.
  4. As boas gorduras serão aliadas úteis.
  5. Come legumes, ovos, carne e peixe até ficares saciado.
  6. Evita alimentos processados industrialmente. Se tal não for possível, saber ler rótulos é fundamental.
  7. Põe de lado o trigo e espécies semelhantes (todos os cereais com glúten são dispensáveis).
  8. Evita açucares e alimentos com amido. Por princípio, evita leguminosas: não devem constituir a base da tua alimentação.
  9. Prefere fruta da época e não exageres no seu consumo.
  10. Derivados de leite (gordos, não UHT) e fermentados podem ser amigos.
  11. Afasta o stress; descansa o suficiente. Apanha sol.
  12. Mexe-te. Não é preciso virar atleta, mas o exercício é útil e saudável.
  13. Paleo não é religião. Não é matemática. Não tem hora. Paleo é natural e é saúde.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

PARA UMA PELE PERFEITA - DICAS ORIFLAME

Foi com a Oriflame que chegou a minha vontade de saber mais sobre maquilhagem. E, aos poucos, estou aprendendo. (Pelo menos enquanto não faço um curso mais a sério e intensivo.)

E como não gosto de ficar com os conhecimentos só para mim, hoje apetece-me escrever um pouco sobre como conseguir uma pele perfeita com os primeiros passos da maquilhagem. Acho que poderão ser úteis para algumas mulheres que, como eu, precisam de aprender mais sobre beleza.


1- Aplicar a base para maquilhagem para refinar os poros, suavizar as linhas finas e criar uma pele perfeita para que a maquilhagem dure mais tempo.

2-
Aplicar uma base de cor com um pincel plano, para uniformizar o tom de pele e revelar uma aparência mais luminosa e jovem.

3- Utilizar o corretor para cobrir totalmente as imperfeições e revelar uma pele com aspeto perfeito.

4- Terminar com uma camada de pó solto para criar um acabamento nude perfeito.


OS PRODUTOS:

Base Giordani Gold por 14,95€ / Base The One por 5,95€


 Base de Cor Giodani Gold por 17,95€ / Base de Cor The One por 9,95€

 Pincel Plano Giodani Gold por 4,95€
 Corretor Giodani Gold por 11,95€ / Corretor The Onde por 7,95€

 Pós solto Giodani Gold por 17,95€ / Pó solto The One por 17€

Conheçam estes e outros produtos na minha loja online: http://beautystore.oriflame.pt/LUNAMARISA


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

«INSÓNIA», DE J.R. JOHANSSON

Há já vários meses que a «4 Estações Editora» gentilmente me ofereceu o livro «Insónia», escrito por J. R. Johansson.

Curiosamente (ou talvez não), decidi pegar nele precisamente num dia em que o sono não chegava, estando a cabeça a pedir uma nova história à qual se dedicar. 
Adequado o tema à realidade, motivante a sinopse e encantadora a capa, melhor livro não poderia ter escolhido naquele dia, pois a ele fiquei agarrada do princípio ao fim.

«Insónia» tem como principal personagem Parker Chipp, um jovem de 16 anos com uma vida social aparentemente normal, mas que esconde um problema que poderá levá-lo à loucura e à morte: não dorme há cerca de 4 anos.
Na realidade, todas as noites, em vez de dormir de forma tranquila, Parker entra nos sonhos da última pessoa com quem cruzou olhares antes de adormecer, o que o leva a viver experiências muito intensas e a andar esgotado durante todo o dia.
Quando a situação está já bastante grave, o protagonista conhece uma nova colega de escola e, quando entra nos seus sonhos, descobre que é possível voltar a dormir descansado. Mia só tem sonhos tranquilos e serenos, o que permite que Parker repouse e recupere energias, transmitindo-lhe esperança de vida.
Mas, para isso, o rapaz terá de cruzar o seu olhar com o de Mia todos os dias antes de dormir, o que se transforma rapidamente numa espécie de vício diário, que o leva a ultrapassar vários limites, ao ponto de afastar de si os melhores amigos.

Gostei muito de ler esta obra de ficção, cuja história é bastante cativante e surpreendente, prendendo o nosso interesse do início ao fim.
As personagens são divertidas e muito reais, contrastando com os seus sonhos, todos eles uma versão meio louca da realidade, vivências e aspirações de cada uma.
O protagonista é empático e conseguiu, desde cedo, a minha cumplicidade, sentindo-me quase como uma confidente dos seus medos e desejos e levando-me a acreditar nele até ao desvendar de todos os mistérios.
A historia vai crescendo de interesse com o passar das páginas e conseguiu surpreender-me por diversas vezes, terminando com um final mesmo inesperado.

Gostei bastante da forma de escrever da autora, que usa uma linguagem muito acessível sem ser demasiado simples. Escreve sem descrições espaciais muito pormenorizadas, mas de forma que conseguimos quase visualizar os acontecimentos e as personagens. Usa diálogos ricos e que nos aproximam do viver e do pensar das personagens.

Envolvendo personagens e um cenário muito jovens, parece-me um livro bastante apelativo para jovens-adultos que gostem de um bom enredo e de se identificar com elementos da história contada.

Aconselho vivamente a sua leitura e, em parceria com a editora, OFEREÇO um PREÇO ESPECIAL a quem quiser adquiri-lo através do e-mail lunamarisa91@gmail.com.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

EM NOSSOS DEDOS...

Não sou muito de símbolos, mas sou uma mulher de mimos e de carinhos, sensível a demonstrações de afeto e de ternura. Acredito mais em atos do que em palavras (apesar de gostar do aroma e da doçura delas) e confio mais num colo ou abraço apertado do que num beijo longo e molhado, mas não nego o romantismo como forma de encantamento de emoções, poderoso elixir da autoestima.

Por isso, nesta minha nova vida, neste novo mar de sentimentos no qual navego, entrou um símbolo de união e paz, de comunhão e companheirismo: a aliança.
Como sinal de compromisso, de fidelidade e de amor, foi com a serenidade dos quase quarenta que decidimos usá-las. Não provam, mas assumem o que somos um para o outro e o que seriamente queremos continuar a ser...

Acreditando na pureza e franqueza dos nossos sentimentos, bem como na simplicidade que, desde sempre, faz parte da essência de cada um de nós, escolhemos a prata como material e deixámos as decorações apenas entregues aos nossos nomes próprios.

Não tínhamos grandes exigências para além destas... o aro de prata, dois nomes e (coincidentemente) a mesma medida.
Queríamos também que viessem até nós pelas mãos de uma amizade que estivesse do nosso lado e entendesse os nossos "eus". Por isso, a proposta de as tornar realidade só podia ter um nome, uma marca... MORIM JÓIAS.

Esta é uma marca amiga, próxima, parceira. É mais que uma loja de jóias, que um bazar online, que uma galeria de produtos de ourivesaria e relojoaria... É uma porta aberta para realizar os nossos caprichos, sejam eles simples (como os nossos) ou mais requintados.
A ela sentimo-nos gratos pela forma dedicada com que aceitou o nosso desafio e pela beleza que trouxe às nossas mãos...






Foto de Morim Jóias.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A AMAR...

O amor é mesmo assim: apanha-nos na sua rede, revela o nosso verdadeiro eu, envolve-nos com a sua intensidade.
E eu só sei amar assim... intensa e loucamente, dedicada e persistentemente.
E estou amando... amando muito.

Começou com uma amizade inesperada entre duas pessoas aparentemente muito diferentes e com experiências de vida distintas e afastadas. Começou como começam todas as amizades: apresentações, conversas, partilhas, descobertas de pontos em comum, confidências, apoio mútuo.
Para quem acredita em auras, acho que a nossa é da mesma cor... quando limpa e luminosa.
Nessa altura, ambos precisávamos de rir, de sentir que éramos valiosos, de experiências diferentes das do passado, de voltar a acreditar no futuro. Ambos precisávamos de amor.

Ele descobriu primeiro que não iríamos ser apenas amigos.
Eu fiquei mais na descoberta, aproveitado os mimos (de amigo), os galanteios (de apaixonado) e as saídas divertidas (das duas vertentes)... Fiquei na expetativa... Fui-me apaixonando... Fui gostando...
Mas quando dei conta... o tocar pele com pele num abraço ou carinho mexia comigo, o perfume sentido num beijo na cara durante o cumprimento e a despedida arrepiava-me da cabeça aos pés, o som das mensagens ou das chamadas no telemóvel aceleravam o meu batimento cardíaco... tantos e tantos sinais de que amizade já não estava sozinha e de que o amor e a paixão tinham ganho lugar entre nós.

E depois foi uma nova descoberta.
Foram os encontros e desencontros, as adaptações, as semanas maravilhosas como se não houvesse amanhã, os momentos difíceis de duas almas que se sentem unidas noutro plano mas que não dominam o que é terreno nem as cicatrizes doutros tempos, os dias de sol brilhante em que conseguíamos ver até ao outro lado do arco-íris e os de chuva torrencial que nos levavam a esconder-nos cada um na sua toca de emoções...
Foram meses de novas vidas, novos sentimentos, novas canções e poesias, de novas experiências...
Foram meses de descoberta interior, de encontro com a tal alma semelhante e aura do mesmo tom, de procura e encontro da luz que ambos temos e que fomos aprendendo a usar em nós mesmos.

E sempre amando... sempre acreditando que o outro amava... sempre querendo esse amor intenso e poderoso que não faz nada de mansinho, mas arrepia, enche e preenche, persiste, impera, ergue e nos faz levitar.
Sempre amando contra todas as marés, num sentimento mais forte que madeira e ferro, mais intenso que fogo e gelo...

A tranquilidade acabou por chegar. A paz, o encontro, a cumplicidade já sem palavras (mas com pensamentos trocados sem sons), a coesão, o companheirismo, a ternura serena e doce, o colo, o afago, a recompensa quando o mundo lá fora foi cruel e o eu interior precisa do outro eu para erguer a cabeça e o coração, os suspiros de graça e felicidade, os dedos que se cruzam só para as almas dizerem «estou aqui»...
Essa tal de serenidade que só desaparece para dar lugar ao que é explosão e fulgor quando os corpos se tocam e falam em segredo no silêncio de um momento só a dois,,,

AMO-TE, LUÍS.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

«SÓ NÓS DOIS», DE NICHOLAS SPARKS

Há muito tempo que não lia um livro de Nicholas Sparks e ainda há mais que não devorava uma obra com mais de 500 páginas (e em tão pouco tempo).
Mas o meu romancista preferido é assim: capaz de me prender página a página, capítulo a capítulo, numa ânsia de conhecer cada vez mais e melhor a história dos personagens, surpreendendo-me, encantando-me e vivenciando os acontecimentos quase como se fossem reais.

«Só nós dois», o mais recente romance do escritor norte-americano, tem o publicitário Russell Green
como personagem central e principal.
Trintão e profissionalmente bem sucedido, Russ vê a sua vida mudar completamente quando tem de lidar com dois acontecimentos marcantes: um despedimento e uma separação.
Sem saber muito bem como tudo aconteceu tão rápida e inesperadamente, o protagonista vê-se sozinho com a sua filha de 5 anos e a necessidade de mudanças a vários níveis, o que constitui um desafio enorme e lhe permite um melhor conhecimento sobre si mesmo e sobre a felicidade.
E será o recomeço, a nova vida e as relações que nela (re)estabelece que mudarão para sempre o destino de Russell, intensificando o amor que sente por três mulheres únicas, para as quais é o homem mais importante das suas vidas.

Que poderei dizer mais sobre este livro?
Posso dizer que o adorei, que me perdi nas suas páginas esquecendo o mundo à minha volta, que sorri, que chorei, que me identifiquei com muitos momentos e emoções, que fui capaz de o visualizar como se se tratasse de um caso real e não de ficção...
Também posso dizer que achei as personagens principais encantadoras, cada uma ao seu jeito, e que, ao longo do livro, consegui estabelecer com todas elas uma relação de empatia, independentemente do papel que assumiram na história.
Posso ainda referir que gostei de sentir a força das personagens femininas e a influência positiva que todas elas tiveram na vida do protagonista e que me deixei encantar pela relação paternal entre este e a pequena e doce London.

Este livro trouxe com ele uma novidade no mundo literário de Nicholas Sparks: uma banda sonora exclusiva, disponível para DOWNLOAD, constituída por 4 temas musicais de JD Eicher.

Deixo-vos com um desses temas:

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

«O ESCULTOR DE ALMAS», DE MÁRIO DE MOURA (DeMoura)

Uma das editoras com quem mais gosto de trabalhar em parceria é a «4 Estações Editora», que publica os seus livros sobre a chancela «O Castor de Papel». cujos editores são Mário Mendes de Moura e Ione França, dois profissionais empreendedores e dois seres humanos encantadores.
Esta editora tem dado o maior apoio a este blogue e confiado nas minhas opiniões e sugestões, o que tem muito valor para mim. Sempre fui e serei sincera no que aqui escrevo e dá-me uma grande satisfação e orgulho ter do meu lado profissionais de qualidade que, com humildade, aceitam e valorizam o que penso e sinto sobre o seu trabalho. Um bem-hajam. 😍

E é sobre uma obra de um destes grandes editores que hoje vou escrever algumas palavras.
«O Escultor de Almas» é um romance de DeMoura, o pseudónimo literário do editor, que chegou às minhas mãos logo no início da parceria mas que, infelizmente, só li em outubro. (Não sei bem o porquê desta demora, mas quem me dera ter lido antes!)

Os protagonistas deste livro são duas pessoas muito diferentes, cujas vidas se cruzam ocasional e inesperadamente.
Filipe é um homem culto e charmoso. Empresário no ramo da publicidade, a sua carreira encontra-se em ascensão e o futuro prevê-se promissor.
Érica é uma mulher jovem, inteligente e bonita, que procura uma oportunidade de carreira e luta com garra pelos seus sonhos.
Apesar das diferenças entre os dois, Filipe e Érica têm também muito em comum e, ao deixarem-se encantar um pelo outro, vêm as suas vidas mudar completamente, tanto durante a relação amorosa que constroem, como quando uma gravidez interrompida voluntariamente acaba por separá-los.
Este livro conta-nos, a três vozes, o passado e o presente desta marcante história de amor, levando-nos a conhecer as versões dos dois apaixonados e a acompanhar o reencontro uns anos depois da separação.

Tenho mesmo de começar por dizer que gostei bastante de ler este livro e que fiquei agarrada a ele desde o início até ao fim.
«O Escultor de Almas» é um romance delicioso, que nos conduz por sentimentos bem fortes como a paixão, o amor, a angústia, o deslumbramento, a raiva, o ciúme, o orgulho... 
É uma história narrada, mas também contada na primeira pessoa pelos protagonistas, o que nos aproxima bastante de cada um deles, ao ponto de criar empatia e de (quase) conhecermos um pouco do seu íntimo, das suas razões e motivações, dos seus medos e sentimentos.
A forma como o livro está organizado facilita esta proximidade com as histórias e as personagens. Para além de ter capítulos narrados pelo autor (e escritos em letra preta) e outros pelos próprios protagonistas (em letra verde), também apresenta a história de forma não sequencial, o que desperta a curiosidade do leitor e proporciona algumas surpresas.
Bem equilibrada em relatos, descrições e diálogos, a escrita de DeMoura é cativante, leve, ritmada e de fácil leitura e compreensão, indo bem ao encontro do que o leitor precisa para se deixar envolver pela história.

Para terminar, só posso dizer que foi um enorme prazer conhecer «O Escultor de Almas» e a escrita de DeMoura, pelo que agradeço de coração à editora por esta oportunidade.

E como acredito que os meus seguidores também irão adorar este livro, deixo aqui a todos a possibilidade de o adquirirem com 20% de desconto.
Para tal, basta contactarem-me pelo e-mail lunamarisa91@gmail.com e fazerem o vosso pedido, recebendo comodamente o livro em casa, enviado pela própria editora.

domingo, 8 de janeiro de 2017

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA... AO SOM DE UM FADINHO

Chove...
Vou no carro...
O tempo está frio, o céu está completamente nublado...
Estou a conduzir e ligo o rádio do carro. Procuro aleatoriamente uma estação e, depois de muito insistir, que a antena não encontra facilmente uma sem interferências e ruídos, paro na «Rádio Amália».
Toca um fado qualquer. Não o conheço. Não me diz nada, nem pelas palavras, nem pela voz do fadista que, cantando afinado, desconheço.
No entanto, o conjunto (o tempo nublado, a chuva a cair, o som do fado, a melodia, o som da guitarra...) me conduzem 30 anos para trás.

Estou em Palmela, em casa dos meus avós maternos. Era lá que se ouvia muito fado.
A minha avó Delmira acompanhava os que conhecia, cantarolava os que ia aprendendo.
Tinha lá ficado a dormir mais a minha irmã e brincávamos as duas, brincávamos com tudo o que havia. Passávamos sábados, domingos, dias de férias, tardes inteiras a brincar. Brincávamos com tudo o que podíamos brincar.
A minha avó tinha muitos lenços, echarpes e xailes e nós brincávamos com eles. Fazíamos dos lenços vestidos, tops com minissaia, usávamos os seus sapatos, que na altura ainda nos estavam grandes apesar de serem de um número pequenino, inventávamos...
Brincávamos com as malas e fingíamos que éramos crescidas. Às vezes fazíamos passagens de modelos... uma desfilava e a outra, que era a estilista, ia apresentando as suas criações, descrevendo-as uma a uma.
Fazíamos de conta.
Brincávamos aos escritórios. Uma era a gestora ou administradora de uma empresa e a outra era a secretária. Praticamente qualquer objetivo servia para fazer de telefone. Escrevinhávamos, mesmo quando ainda não sabíamos escrever.
Brincávamos aos médicos e passávamos receitas imaginárias ou escritas em folhas e bloquinhos que apanhávamos lá por casa.
A minha avó tinha um dossiê pequenino com uns cartões com que gostávamos de brincar (acho que de prestações de compras de atoalhados e afins feitas a uns comerciantes numas carrinhas). Eram antigos e já não tinham uso, por isso brincávamos com eles durante horas a fio.
Enquanto o fado tocava como música de fundo, a minha avó cozinhava ou fazia malha, costurava ou fazia tricô, mas sempre cantarolava e nós, felizes, brincávamos.
Lembro-me de brincar com os muitos botões da minha avó. Passávamos tarde entretidas a colocar fita-cola ao contrário em cartões para que os botões ficassem presos e organizados por cores e/ou tamanhos, parecido com o que víamos na retrosaria. Depois brincávamos às lojas, usando pedaços de papel de revista como notas e moedas. Nem sei como conseguíamos comprar e vender tantas vezes 😀, mas brincávamos e éramos miúdas felizes. Éramos companheiras.

A música que continuava a tocar no rádio, aqueles fados que não conhecia, a chuva continuando a cair, o frio lá fora... trouxe as saudades em tantas memórias de um tempo em que tudo parecia fácil, em que a vida, apesar de dura e complicada para os adultos, para mim era tão simples como brincar ao faz-de-conta.
Tenho saudades de ser criança. 💗


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

11 CONSELHOS DE VIDA... PELO COACH MÁRIO CAETANO

Antes do final do ano, recebi uma newsletter que muito captou a minha atenção e que sinto que merece um espacinho aqui no blogue. O mail foi-me enviado pelo coach Mário Caetano, cujas palavras e ensinamentos sigo há já algum tempo no facebook, tendo já assistido a uma masterclass que adorei.
Deixo-vos com as suas palavras sábias sobre a vida e sobre como ser feliz.

- Segue o teu coração, mesmo que ele te leve para caminhos que nunca pensaste percorrer.

- Trata o medo com coragem. Ela está dentro de ti.

- Larga ambientes negativos e pessoas tóxicas. Tornas-te mais leve e mais feliz.

- Deixa os outros seguirem o seu caminho. Não estás cá para salvar ninguém.

- Para crescer precisas de ajuda. Reúne a equipa certa. Pede-lhes ajuda.

- Não esperes que os outros acreditem em ti. És tu que tens de o fazer. Por ti.

- Deixa cair as coisas que sentes obrigação em fazer, e abraça aquelas que te entusiasmam.

- Ilumina com a tua luz cada espaço onde entres. Acender o interruptor é da tua responsabilidade.

- A natureza cura. Usufrui dela um pouco todos os dias.

- Para viveres o teu Propósito de vida e seres feliz, precisas ser autêntico. Permite-te sê-lo.

- O momento para se viver é agora. Não existe outro.

Assistam AQUI ao Workshop Online Gratuito «Ganha Clareza na tua Mudança», de Mário Caetanto.

Foto de Mário Caetano.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

LEITURAS DE 2016

2016 foi um ano de poucas leituras e de pouco movimento aqui no blogue.
Sem desafios, com participações mal sucedidas em 2 maratonas literárias e com o envolvimento em novos projetos, os livros ficaram mais para trás, o que não vai acontecer em 2017. Vos garanto.
No entanto, sejam poucos ou muitos, é já tradição deixar aqui os títulos das minhas leituras:


31 - «A Minha Infância Roubada» - Diaryatou Bah
30 - «O Escultor de Almas» - Mário de Moura
29 - «Encontros Improváveis» - Fernando Pessanha
28 - «A Porta das Três Fechaduras» - Sonia Fernandez-Vidal
27 - «No Coração do Mar: A Tragédia do Baleeiro Essex» - Nathaniel Philbrick
26 - «Decubra a Cabra Secreta que Há em Si» - Elizabeth Hilts
25 - «A Casa Conselheira» - Ângela Ribeiro Constantino
24 - «Um Casamento de Sonho» - Domingo Amaral
23 - «Caminho Traído» - Susana Esteves Nunes
22 - «Hotel Anaidaug» - Fernando Pessanha
21 - «Diário de um Repolho» - Vanessa Cardoso
20 - «Paixão Alucinante» - Marta Velha
19 - «O Aroma da Criptomeria» - Ofelia Cabaço
18 - «Desassossego da Liberdade» - Coletânea de Conto
17 - «Começar de Novo» - Margarida Fonseca Santos
16 - «Precious: a Força de uma Mulher» - Sapphire
15 - «As Gotas de um Beijo» - Carina Rosa
14 - «A Devota e a Devassa» - Fernando Pessanha
13 - «Ao Som dos Tambores» - Susana Silva
12 - «De Negro Vestida» - João Paulo Videira
11 - «Percursos de Insanidade» - Lúcia José Gomes
10 - «Akabatota» - Inês Guerreiro Relvas
09 - «O Espelho do Monge» - Rosana Dias Vitachi
08 - «Apetece(s)-me» - Laura Almeida Azevedo
07 - «O Baloiço Vazio» - Carla Lima
06 - «Na fronteira de Timor» - Helder Tadeu de Almeida
05 - «És meu» - Rita Ferro
04 - «Ninguém morre de véspera» - Margarida Carpinteiro
03 - «Mestre Carbono, o cientista» - Filipe L.S. Monteiro
02 - «Não há lugar para divorciadas» - Francisco Moita Flores
01 - «Rendição» - Linete Landim 


Podem consultar AQUI as leituras de outros anos, bem como alguns dos desafios literários em que participei nos últimos anos.

sábado, 31 de dezembro de 2016

PARA 2017...

Este ano encontrei na internet uma imagem que traduz o que desejo para o meu ano novo.
Por isso, e porque o que quero de melhor para mim também quero para os outros, deixo-vos com as palavras que gostaria que surgissem diariamente nas nossas vidas.

FELIZ 2017